segunda-feira, 12 de março de 2018

Como Outro Qualquer

O puxador daquela porta pequena é de porcelana branca, redondo, frio ao toque. A bárbara desanda o puxador duas vezes para a direita e três vezes para a esquerda. E depois, aquilo!
Neste romance Ana Saldanha constrói pormenor a pormenor, com um extraordinário talento para criar atmosferas e ambientes, a autenticidade de uma história do dia-a-dia: tão trivial, tão dramática. A história da Bárbara, do Gustavo, dos pais, tios e avós — e do Dinis.

Excerto
Ao canto, junto à janela, sentado no sofá de pele preta, o último cliente fita as mãos, postas em concha no regaço. Tem os ombros descaídos e a cabeça baixa; mal se dá por ele na sala de espera ampla, neste fim de tarde cinzento. Quando a Carmo vai acender o candeeiro de pé, ele soergue a cabeça, e abre e desfaz a concha das mãos.

Queres saber como termina a história da Bárbara? Então, vem requisitar o livro.
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