sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Paulina ao Piano

Uma rapariguinha conhece a solidão dentro de relações humanas nada edificantes. Não obtém da mãe as respostas às suas inúmeras interrogações. E, por isso, dialoga com o seu piano.

Excerto
Otília enterra as mãos na areia, deixando-a depois cair por entre os dedos. Olha para Paulina e diz:
-Palavra que não percebo para que te serve um piano. Ainda se fosse uma viola ...
Paulina sente, de repente, muitas saudades do piano, das notas fininhas («agudas, menina!») e das notas gordas («graves, menina!»). Saudades até do lápis de D. Francisca e do Nini e Bebé.
Olha para Otília e sabe que não gosta dela. Tem mesmo a certeza que um dia, dali a muitos anos, quando já for mulher, recordar estes momentos na praia e sentir a raiva com que detestou Otília.

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